Para andarmos 240 km de estrada, acordamos 5h30 para irmos à Cotriguaçu. Às 7h o grupo estava pronto, porém o cartão de crédito que fecharia nossa conta no Hotel Floresta Amazônica não funcionava. Saímos do hotel às 8h, portanto, não foi possível chegarmos no horário para pegar a balsa que nos levaria para o outro lado da estrada. Assim, quando eram 15h30 estávamos na frente do rio esperando a próxima balsa que só chegaria às 18h. Durante esta longa viagem até Cotriguaçu, fiz uma pequena análise do que vi e conheci até agora. “Considero o Mato Grosso uma terra abençoada, uma vez que possui três biomas importantes: o Cerrado, o Pantanal e a Floresta Amazônica. É uma região extremamente interessante devido à complexidade dos conflitos existentes. E nada mais perfeito do que um lugar tão cheio de diferenças para um grupo tão diferente entre si como o nosso. O fascinante é que esta diferença é a razão de nos divertirmos tanto, de aprendermos tanto uns com os outros, e disto nasce um paradoxo: no meio de tanta diferença percebemos que somos todos iguais. Iguais no sentido estudante de ser, com objetivos, dificuldades, expectativas e medos comuns. Iguais no sentido jovem de ser, sorrindo das mesmas coisas, cansando de certas situações, gostando de diversas coisas em comum, querendo fazer as mesmas coisas, etc; ou seja, sermos apenas jovens independentemente do país, da profissão, da idade, das convicções e de nossas histórias de vida. Jovens que possuem um desejo: fazer desta viagem uma história inesquecível.”
Finalmente, às 18h a balsa chega, porém o ônibus não consegue engatar a ré, então, os estudantes o empurram para que entre na balsa. Durante este trajeto, pudemos presenciar um belo pôr-do-sol. Chegamos na Fazenda São Nicolau às 21h, jantamos e nos acomodamos nos quartos. Descansamos depois de uma longa viagem até Cotriguaçu, e amanhã mais um dia de atividade que nos espera.
Por Mariane Marcheti
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
DIA 17 DE JULHO DE 2009 – ALTA FLORESTA – DESTINO: CARLINDA
Depois de dois dias maravilhosos na RPPN do Cristalino, acordamos 5h30 hoje e tínhamos como destino o município de Carlinda. Chegamos na Escola Estadual Frei Caneca às 8hh15, onde fomos muito bem recebidos pelos monitores do Centro Comunitário de Gestão Ambiental Integrada. O tema do dia foi à frente pioneira consolidada e tinha como objetivo a visita a um projeto de colonização do município por meio de assentamentos. Os estudantes brasileiros e franceses foram divididos em trios, os quais visitaram uma das oito comunidades, sendo estas: Palestina, Jerusalém, Rio Jordão, Monte das Oliveiras, Emaús, Nazaré, Monte Sinai e Belém.
As visitas foram realizadas durante a manhã e a tarde, sendo respondido um questionário desenvolvido pelo grupo do grande tema Desenvolvimento Sustentável. A realidade dos pequenos agricultores nos remete à carência de escolaridade, porém com um enorme conhecimento sobre a sua terra. Foram receptivos e abertos a contar sua história, sobre o que se sabe e sobre o que não se sabe. O destaque foi para dois aspectos, estes pequenos agricultores, muitas vezes, desconhecem conceitos técnicos como mata ciliar, reversa legal, denúncia verde entre outros; e o outro aspecto é que se percebe, que mesmo com histórias de vidas tão diferentes, o desejo de mudar, de se dispor a implementação de novas alternativas está presente nestes agricultores. No final da tarde, os trios voltaram para a Escola com os questionários respondidos e fizemos um encerramento.
A noite fomos à peça “Sons da floresta” apresentada pelo grupo Teatro Experimental. A peça foi ao ar livre e realizada na chácara Recanto das Orquídeas. A história encenada foi sobre a ocupação da Floresta Amazônica, relatando as expectativas que os migrantes possuíam sobre a região, o discurso político utilizado na época “Integrar para não entregar”, a percepção do índio e as conseqüências desta dinâmica de ocupação e uso do solo. Ao término da peça, jantamos no próprio Recanto das Orquídeas, um jantar muito bom.
Voltamos para o Hotel Floresta Amazônica, e o nós, o grupo de estudantes brasileiros e franceses, nos reunimos no deck da piscina. Fizemos uma pequena festa para conversarmos, rirmos e nos divertimos, depois de mais um dia de trabalho.
Por Mariane Marcheti
As visitas foram realizadas durante a manhã e a tarde, sendo respondido um questionário desenvolvido pelo grupo do grande tema Desenvolvimento Sustentável. A realidade dos pequenos agricultores nos remete à carência de escolaridade, porém com um enorme conhecimento sobre a sua terra. Foram receptivos e abertos a contar sua história, sobre o que se sabe e sobre o que não se sabe. O destaque foi para dois aspectos, estes pequenos agricultores, muitas vezes, desconhecem conceitos técnicos como mata ciliar, reversa legal, denúncia verde entre outros; e o outro aspecto é que se percebe, que mesmo com histórias de vidas tão diferentes, o desejo de mudar, de se dispor a implementação de novas alternativas está presente nestes agricultores. No final da tarde, os trios voltaram para a Escola com os questionários respondidos e fizemos um encerramento.
A noite fomos à peça “Sons da floresta” apresentada pelo grupo Teatro Experimental. A peça foi ao ar livre e realizada na chácara Recanto das Orquídeas. A história encenada foi sobre a ocupação da Floresta Amazônica, relatando as expectativas que os migrantes possuíam sobre a região, o discurso político utilizado na época “Integrar para não entregar”, a percepção do índio e as conseqüências desta dinâmica de ocupação e uso do solo. Ao término da peça, jantamos no próprio Recanto das Orquídeas, um jantar muito bom.
Voltamos para o Hotel Floresta Amazônica, e o nós, o grupo de estudantes brasileiros e franceses, nos reunimos no deck da piscina. Fizemos uma pequena festa para conversarmos, rirmos e nos divertimos, depois de mais um dia de trabalho.
Por Mariane Marcheti
sábado, 8 de agosto de 2009
VAI VAI MUUU
"Será que eu vou berrar???"
Estávamos numa parada técnica da viagem (para as necessidades fisiológicas de alguns dos 42 integrantes do busão "JWA")quando nos deparamos com um ...... o que era aquilo, um bar??? ok , um bar que tocava um DVD de uma dupla de cantores, em que o som era transmitido em potentes alto-falantes !! e o mais surpreendente era o rítmo da música!! A melhor música de todas as paradas! a melhor de todas as rádios, a melhor de todo o faroeste Matogrossense! Levantamos fundos para levarmos o dvd com a gente e ouvirmos quando chegasse a vontade de voltar no tempo !!!
Texto escrito por Nara Lina
Estávamos numa parada técnica da viagem (para as necessidades fisiológicas de alguns dos 42 integrantes do busão "JWA")quando nos deparamos com um ...... o que era aquilo, um bar??? ok , um bar que tocava um DVD de uma dupla de cantores, em que o som era transmitido em potentes alto-falantes !! e o mais surpreendente era o rítmo da música!! A melhor música de todas as paradas! a melhor de todas as rádios, a melhor de todo o faroeste Matogrossense! Levantamos fundos para levarmos o dvd com a gente e ouvirmos quando chegasse a vontade de voltar no tempo !!!
Texto escrito por Nara Lina
De Alta Floresta a Cotriguaçu
Para que todos possam vivenciar um pouco dos momentos árduos, apertados, empoeirados, inesquecíveis que passamos no ônibus!!! "JWA" conseguiu vencer com os seus súper motoristas, Sr. Paulo e Sr José!!Vejam que não foi fácil andar de 6 a 10 horas na estrada de chão, comendo pó! Só com máscaras e muita disposição mesmo!
Conclusão: Distância é relativa! Vale mais 300 Km no asfalto do que 100 km na terra.
Texto escrito por Nara Lina
Conclusão: Distância é relativa! Vale mais 300 Km no asfalto do que 100 km na terra.
Texto escrito por Nara Lina
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Dia 16/07 A torre de 50 metros
Depois de uma noite maravilhosa com direito a trilha noturna pela floresta para observação de aranhas e festinha no deck flutuante em cima do rio Cristalino, acordamos quando ainda estava escuro e pegamos uma trilha para dentro da floresta onde nos deparamos com uma torre de 50 metros de altura. Enquanto agarrávamos as mãos e os pés nas barras de metal da torre pra chegar a cima das copas das árvores, podíamos sentir as variações de temperatura e umidade a medida que íamos passando pelos diferentes estratos da floresta.
Sensacional, é a única palavra que me vem à mente quando vejo os primeiros raios do sol pintando o céu de diferentes tonalidades e sob este céu um mar de árvores que vai ganhando vida com a incidência dos raios solares sobre as folhas, sem contar o canto dos pássaros e os gritos assustadores dos macacos que enchem o ar de música.
Enquanto meus olhos fitavam a floresta, fiquei pensando no tamanho da complexidade que existe neste ambiente, é muito impressionante, não existe sequer uma folhinha igual a outra! Presenciar a harmonia deste sistema vivo, imaginar as trocas de energia, as interações biológicas, físicas e químicas, tanto em pequena como em grande escala, enchem meu coração de alegria e gratidão.
Aproveito o momento para agradecer a Deus e a todas as pessoas que de alguma forma contribuíram para a realização da viagem mais sensacional do mundo!!!
PS: O dia só estava começando...saindo da torre, encontramos uma família de macacos-aranha, tomamos um café da manhã maravilhoso, depois uma parte do grupo foi para a trilha da Serra e a outra parte para a trilha da Castanheira. Na volta desfrutamos das águas do rio Cristalino e do show de dança das borboletas verdes e amarelas...
Texto escrito por Marina Catanzaro
Sensacional, é a única palavra que me vem à mente quando vejo os primeiros raios do sol pintando o céu de diferentes tonalidades e sob este céu um mar de árvores que vai ganhando vida com a incidência dos raios solares sobre as folhas, sem contar o canto dos pássaros e os gritos assustadores dos macacos que enchem o ar de música.
Enquanto meus olhos fitavam a floresta, fiquei pensando no tamanho da complexidade que existe neste ambiente, é muito impressionante, não existe sequer uma folhinha igual a outra! Presenciar a harmonia deste sistema vivo, imaginar as trocas de energia, as interações biológicas, físicas e químicas, tanto em pequena como em grande escala, enchem meu coração de alegria e gratidão.
Aproveito o momento para agradecer a Deus e a todas as pessoas que de alguma forma contribuíram para a realização da viagem mais sensacional do mundo!!!
PS: O dia só estava começando...saindo da torre, encontramos uma família de macacos-aranha, tomamos um café da manhã maravilhoso, depois uma parte do grupo foi para a trilha da Serra e a outra parte para a trilha da Castanheira. Na volta desfrutamos das águas do rio Cristalino e do show de dança das borboletas verdes e amarelas...
Texto escrito por Marina Catanzaro
sábado, 1 de agosto de 2009
Dia 15/07/09 - Alta Floresta - Cristalino
Cristalino
Depois de poucas horas de sono, acordei com o barulho dos pássaros que cantavam do lado de fora. Quando sai do quarto (às 7:30 da manhã) finalmente minha ficha caiu “eu estou na Floresta Amazônica!!. Realizei um dos meus sonhos!!”.
Depois do café da manhã caminhamos um bom tempo por uma das trilhas que faríamos hoje. Chegamos a um ponto chamado de saleiro, um local onde diversos animais utilizam para repor os sais minerais do organismo. Depois desta, fizemos mais duas trilhas, inclusive uma durante a noite.
Passar estes dias conhecendo a Floresta Amazônica foi uma experiência única, consegui ver de perto a beleza da floresta, ouvi-la e perceber o quanto somos pequenos perante a sua grandeza!
Hoje, lembrando das imagens que vimos quando passamos por uma área que tinha acabado de ser desmatada, a soja, o gado, os diferentes interesses que envolvem a floresta... fiquei pensando nos desafios que devemos enfrentar para manter a floresta viva, pulsante!
Hoje foi um dia muito intenso e cansativo!! Mas não impediu a realização de uma festinha no deck do hotel!! Uma festa em grande estilo para encerrar um grande dia!
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